Abricó de Macaco 2020

1 - Mano Que Zuera Letra

2 - Abricó-De-Macaco Letra

3 - Terreiro de Jesus Letra

4 - Cabeça de Nêgo Letra

5 - Cordeiro de Nanã Letra

6 - Holofotes Letra

7 - Horda Letra

8 - Profissionalismo é Isso Aí Letra

9 - My Favorite Things Letra

10 - Senhoras de Amazonas Letra

11 - Água de Beber Letra

12 - Chora, Chorões Letra

13 - Forró Em Limoeiro Letra

14 - Tanto Faz Letra

15 - Pagodespell Letra

16 - Blue In Green Letra


RELEASE

É uma árvore originária da Amazônia, mas tem a exuberância complexa da nação, ou melhor, da ideia de nação que aqui se afirma: no seu tronco, florescem e se conciliam Nanã Buruquê, Oxum, Jesus e um sambalelê nas escadas da Sé; Miles Davis e os pivetes da cidade; todos os choros no samba-enredo de terna e linda melodia que é “Chora, chorões” (sutilmente reinventado de cabo a rabo pela interpretação de João Bosco); lógica de grupo e galho da roseira; um Tom Jobim agulhado, como se fosse Baden; Jurupari e dona Zezé, a muié que topa a parada de saia amarrada; Paulinho da Viola evocado num afrobeat entrançado pelo sopro de uma israelense; o ingênuo acalanto de Hammerstein e Rodgers, já revirado por Coltrane, agora africanizado de vez; e muito mais. Em suma, o sumo infinito desse Brasil brasileiro, sua vocação perseverante para realizar em si o verso do poeta (de resto, filho de sírio com sertaneja): entre meu ser e o ser alheio, a linha de fronteira se rompeu.

Francisco Bosco


Discografia

Entre memórias, caminhos e canções, sigo sendo aquilo que o tempo e o coração inventam.

Entre memórias, caminhos e canções, sigo sendo aquilo que o tempo e o coração inventam.



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